domingo, 19 de maio de 2013

Quem sugere dá o exemplo


"A palavra convence, o exemplo arrasta". Essa é uma frase bastante utilizada no meio cristão e redes sociais para demonstrar que primeiro é preciso fazermos para depois orientarmos outros a fazerem algo. Isso pode-se aplicar perfeitamente à orientação da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre recente orientação para se combater a fome no mundo.

Veja na íntegra a matéria do jornal Diário do Nordeste do dia 13 deste mês de maio:

"Relatório da FAO (agência da ONU de combate à fome) divulgado nesta segunda-feira (13), em Roma, afirma que os insetos são uma fonte de proteínas importante e têm um potencial inexplorado não só como alimento mas também como ração para gado. A criação é de baixo custo, ecológico e "delicioso", afirma.

De acordo com a agência, 2 bilhões de pessoas em culturas tradicionais já consomem mais de 1.900 espécies de insetos, sendo os mais utilizados os besouros, as lagartas, as abelhas, as vespas, as formigas, os grilos e os gafanhotos - que, por exemplo, têm mais conteúdo em ferro que a carne bovina.

Segundo o estudo, realizado em colaboração com a holandesa Universidade de Wageningen, os insetos são uma fonte facilmente acessível de alimentos nutritivos e ricos em proteínas que são facilmente encontrados nas florestas. O nicho gera empregos e renda em nível familiar, mas possui potencial em nível industrial.

São necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado requer 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne, ainda conforme a FAO. A criação de insetos é simples, pois pode ser feita a partir de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos, e também a partir de compostos e estrume.

Os insetos também são ecológicos, argumenta a FAO. Eles usam muito menos água e produzem menos gases do efeito estufa do que o gado.

"Não estamos dizendo que as pessoas devam comer animais", afirma Eva Muller, diretora da Divisão de Economia, Políticas e Produtos Florestais da FAO, em comunicado. "O que dizemos é que os insetos são só um dos recursos brindados pelas florestas, e que se encontra praticamente inexplorado seu potencial como alimento, e, sobretudo, como ração."

As leis da maioria dos países impedem algumas destas práticas, sobretudo a alimentação dos animais com resíduos, estrume líquido e resíduos alimentícios, e, por isso, a FAO quer "pesquisar mais, especialmente no que diz respeito à criação de insetos aproveitando o vazamento de resíduos".

O restaurante dinamarquês Noma, por exemplo, apontado em uma pesquisa como o melhor do mundo por três anos consecutivos, é conhecido por oferecer pratos com ingredientes como formigas e gafanhotos."

Voltando à questão do exemplo que arrasta, sugerimos que a ONU dê o pontapé inicial, reunindo os principais líderes globais em um grande jantar cujo cardápio seja insetos.

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